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segunda-feira, 17 de março de 2014

Não sem dor, Adeus.

Meu anjo é com lagrimas nos olhos e muita dor no coração que escrevo estas linhas; e por me faltar palavras recorro a frases feitas. Difícil não é lutar pelo que mais se quer e sim desistir do que mais se ama eu precisei desistir de você , mas não pense que desisti por não ter mais forças para lutar, mas sim por não ter mais condições de sofrer. Lutei com tudo que tinha , mas o esforço do começo já é tão remoto, o primeiro interesse, aquele fogo do começo, aquela esperança, aquele brilho no olhar, já quase não existem mais, derramei milhões de lagrimas, passei noites e mais noites em claro pensando em você, sonhei contigo incontáveis vezes, e em todas elas meu coração se enchia de esperança, amor, mas isso já não mais acontece, não digo que meus olhos não se enchem de lagrimas ao pensar em você pois estaria mentindo, mas usarei as poucas forças que tenho para tentar esquecê-la, apagar as poucas chamas que teimam em arder em meu coração e destruir o ultimo fio de esperança que ainda tenho, sei que irei sofrer e que será doído, mas não mais que viver com uma maldição dessas, com essa sombra a me perseguir. E se um dia tudo em sua vida der errado, se um dia o mundo lhe virar as costas, se o chão lhe faltar se o mundo parecer vazio, e descobrir que precisa de mim é só me procurar que estarei de braços abertos para te receber, pois desisti de lutar mas não de te querer, pois naquele dia eu me perdi quando encontrei você, e se errei, errei por amar demais, por acreditar demais, por confiar demais, por demonstrar demais, nunca por omissão ou covardia... E só quero que saiba que TE AMO, TE AMO E TE AMO, como talvez jamais amarei alguém nessa vida ou em outra.

José Marcio (Marcinho pra você).

segunda-feira, 10 de março de 2014

Felicidade Realista

 A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor?
Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Martha Medeiros